
O Processo de Aprendizagem - Célia Menezes

"A expressão “a existência precede a essência” significa que o
homem primeiro existe, se descobre, surge no mundo, e só depois se
define. Ele será tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, pois o
homem é o que ele faz.
O homem será o que tiver
projetado ser. Ele se projeta para
fora e vive seu projeto subjetivamente.
E sendo absolutamente livre,
ele é responsável por si mesmo. Pois ele se
escolhe a si mesmo pela sua liberdade.
Quando escolhemos isso ou
aquilo ao mesmo tempo afirmamos o valor do
que escolhemos. E porque,
ligados ao compromisso
de escolher ser, não escapamos ao sentimento da
profunda responsabilidade pelas nossas
escolhas.
E está condenado a inventar-se homem. Assim, o homem se
define pela sua ação."
(J.P.Sartree - “L´existentialisme est um humanisme”- Paris 1970)
As pessoas estão continuamente empenhadas em algum tipo de aprendizagem – aprender a andar de bicicleta, falar
uma língua estrangeira , dançar, nadar, cozinhar, jogar cartas, manejar uma perfuradora automática, administrar uma loja, ou
dirigir um órgão governamental.
Em cada pessoa, o conjunto de experiências semelhantes, especialmente o aprendizado universal da escola produz
uma idéia
do que seja a aprendizagem e o tipo de perguntas que devem ser respondidas. Primeiro tabu a ser derrubado. Não
existem respostas
certas ou erradas, assim como perguntas, o que existe é a capacidade
de assimilação de
cada pessoa no processo
de aprendizagem.
O estímulo doloroso acarreta todo um complexo de modificações fisiológicas, como aumento das batidas do coração
ou dilatação das
pupilas, modificações características do medo, mas comum a vários
tipos de estados emocionais, que podem
ser considerados uma
preparação do organismo para uma atividade intensa.
Quando este estímulo é usado como um estímulo incondicionado
da situação pavloviana, o acontecimento a ele passará
a causar reações semelhantes às do medo – e, por terem caráter antecipatório, são geralmente chamadas de ansiedade.
A Ansiedade é uma resposta condicionada a qualquer estímulo conjugado com um acontecimento doloroso.
Seria duvidoso até que ponto a palavra “errado” constitui uma punição, mas experimentos anteriores revelaram que,
mesmo em situações mais diretas, a punição, embora geralmente diminua a freqüência da resposta aprendida, não acarreta
de fato uma reversão na aprendizagem.
Lembramos ainda o valor da investigação – todo comportamento ocorre num ambiente, que impões limitações, mais
ou menos rígidas ao que é possível fazer. – mas é preciso muita cautela ao fazer generalizações, baseadas numa situação
específica, a outras que podem introduzir novos elementos de grande importância. É também necessário distinguir entre princípios que
forneçam uma base para mudar-se o comportamento de determinados modos, e princípios que podem proporcionar uma explicação adequada do comportamento em curso.

As teorias cognitivas preenchem importante função de chamar
a atenção para as situações de aprendizagem na qual se produz uma
certa medida daquilo que chamaríamos de “compreensão"; salientam
também os aspectos intencionais ou dirigidos
para um objetivo do comportamento.
Isso é efetivamente uma afirmação de que o desenvolvimento do comportamento de um indivíduo, em circunstâncias comuns, é o resultado do impacto combinado de uma série de contingências superpostas e que este comportamento está “sob o controle” de grande número de estímulos agindo consecutiva e simultaneamente.
Quando observamos o desenvolvimento da fala dos seres humanos, desde o balbuciar de um bebe, até um discurso de um debate orçamentário na Assembléia, torna-se evidente que a escala é muito diferente. A diferença mais obvia está na extensão da experiência de aprendizagem, anos em vez de horas, mas igualmente é a modificação da pessoa que aprende durante este período.
Entretanto, notamos que a pessoa que percebe está de algum modo ativa no momento de perceber; ela não está apenas registrando o estado de um ambiente, mas esta “processando” dados sensoriais recebidos, de modo a obter uma impressão útil
de seus companheiros.
Um estudo da aprendizagem perceptual é uma investigação referente às mudanças na aparência do mundo do observador. Por definição, a pessoa que observa é a única a poder descreve-las.As chaves para uma determinada ação encontram-se em alguns aspectos no ambiente, e o processo da aprendizagem deve incluir o desenvolvimento de uma sensibilidade seletiva com relação a eles.
Não se deve pensar que a atenção seletiva está limitada ao fato de ver. Ao ouvir, estamos constantemente escutando, ou prestando atenção, a certos aspectos do padrão total do som que chega ao ouvido. A atenção também pode ser dividida entre diferentes tipos de mensagens sensoriais, incluindo aquelas que surgem do próprio corpo, isto é, dor de dente ou sensação de fome.
Os profissionais do conhecimento , adotando este aspecto da habilidade em desenvolvimento, terão meios mais objetivos
e claros para dirigir a atenção do treinando de forma eficiente e eficaz.
Célia Menezes
Doutora em Psicologia, Administradora, Consultora
nas áreas de RH, Qualidade, Treinamento e Gestão.
E-MAIL : celiapsi@estadao.com.br